Cintiq, o sonho de todo ilustrador

Com a computação gráfica, veio a possibilidade de se desenhar diretamente no computador. Isso é possível graças às “mesas digitalizadoras”. Antigamente eram conhecidas por “tablets”, mas isso mudou com a popularização dos computadores portáteis pequenos com touch screen, ou seja, os atuais tablets, como IPad.

Um mesa digitalizadora é um device que permite você usar uma caneta (própria do aparelho) para desenhar usando seus softwares. Essa caneta reproduz o que um mouse faz, com a diferença que ela é sensível a pressão das mãos, algo imprescindível para um desenhista. Com ela, você pode fazer um traço ficar fino ou grosso conforme a pressão exercida.

A grande dificuldade de uma mesa digitalizadora tradicional é que você desenha nela, sobre sua mesa, mas seus olhos devem olhar para a tela do computador. No início isso é bastante desconfortável e leva um tempo para se acostumar. Na verdade, após anos de uso, ainda tenho dificuldade para traçar linhas retas.

Agora temos as mesas digitalizadoras “Cintiq”, da Wacom. Já estão há um tempo no mercado e são fantásticas. Essa mesa digitalizadora permite que você veja o desenho nela mesma, e você traça olhando para seu desenho, sobre a tela. Há várias configurações e algumas, como as de 22 ou 24 polegadas são excessivamente caras. Se você tem muito capital e seu computador é um desktop sem monitor acoplado, pode ser uma ideia ter uma delas. São caras, mas são também monitores para se trabalhar e usar seu mouse, além de desenhar e usá-las como prancheta. Mas se você quer uma opção mais barata, pode optar por uma Cintiq 13HD. Como seu nome diz, ela tem 13 polegadas e resolução HD. Como monitor, ela é semelhante a um notebook regular, mas é ótima para se desenhar. Pode aparentemente parecer pequena, mas se você está acostumado a desenhar em uma folha A4, ela tem dimensões parecidas e é muito confortável, com vários níveis de inclinação. Veja aqui o modelo no site da Wacom.

Esclarecendo algumas dúvidas sobre a Cintiq 13HD:

  • Ela funciona como um monitor compartilhado. Acessando suas configurações de monitores, pode usá-la como um monitor adicionado ou “espelhado”, ou seja, o que você vê no seu monitor normal é o que verá na Cintiq.

  • A mesa não possui um sistema operacional. Muitas pessoas acham que podem tirá-la do computador e ir desenhar em outro lugar. Isso não é possível, como sendo um monitor compartilhado, ela usa o sistema do seu computador. Por isso, ela está sujeita à velocidade do processador e placa de vídeo do seu computador.
  • Ela não é touch screen. Você usa a caneta específica para desenhar nela. Quem sabe no futuro essa opção possa ser incluída, mas poderá ter um botão para ligar ou desligar o touch, ou um reconhecimento muito bom dos dedos e das mãos, pois  você encosta suas mãos na tela para desenhar, o touch não pode ser acionado sem querer.
  • A mesa possui vários níveis de inclinação para se ajustar a maneira mais cômoda para você desenhar.
  • Ela não possui software específico para desenho. Ela vem com o drive para ser instalado, que controla os níveis de pressão e precisão da caneta, bem como configurações de seus botões (isso mesmo, você pode configurar tanto os botões da caneta como os botões laterais da mesa conforme desejar, incluindo funcionalidades diferentes para cada software que usa). Mas você a usará com os softwares que possui em seu computador.

  • Ela possui um único cabo com três plugues em uma de suas pontas (o cabo 3 em 1 da Wacom). O primeiro plugue é para ligar à rede elétrica, o segundo é a conexão USB (que a define como mesa digitalizadora e suas funcões) e o terceiro é para ligar à placa de vídeo e transformá-la em um monitor. Este último plugue dá um pouquinho de trabalho para usuários Mac. Ele é HDMI e para conectá-lo no Mac é preciso um adaptador (não incluso) para converter o HDMI no Mini Display Port do Mac, ou Thunderbolt. Um único adaptador serve tanto para Thunderbolt como Mini Display Port (abaixo). Lembro que pode-se ligar o Mini Diplay Port no Thunderbolt, mas não o contrário.
Para cuidar da sua Cintiq, é melhor usar uma luva protetora.  Existem luvas protetoras específicas, mas você pode economizar muito comprando uma de algodão que também evita oleosidade da pele e riscos em sua tela. Você pode cortar na luva os dedos usados para segurar a caneta (polegar, dedo indicador e dedo médio) para lhe dar mais comodidade.

Como fotografar a tela do Ipad, Iphone e Mac

É sempre bom saber fotografar a tela do computador, seja para mostrar a alguém como está visualizando algum trabalho / site, ou para ter um registro de algum bug. Ou até mesmo simplesmente para capturar uma imagem em baixa (de um vídeo ou foto) para usar em seu blog ou projeto para web (de acordo com os devidos direitos autorais).

Para quem usa Mac, pode-se capturar a tela de 2 formas. Com o “command shift 3”, onde é fotografada toda a tela de trabalho, incluindo monitores compartilhados; ou com “command shift 4”, onde pode-se selecionar a área a ser fotografada (clique com o mouse, mantendo pressionado o botão e selecione a área, ao soltar o botão, esta área é fotografada). O arquivo gerado é um PNG, com 72 DPI, mesma dimensões em pixels de seu monitor, e é salvo no desktop, com data e hora da captura.

Dica: Se você pressionou “command shift 4″ e por algum motivo não desejar mais capturar a tela, basta dar um clique em qualquer lugar que a opção é cancelada.

Para quem deseja capturar a tela do Ipad ou Iphone, basta manter pressionado o “botão liga/desliga” e apertar o “botão home”. Assim como no Mac, ouve-se um som de “máquina fotográfica”, e o arquivo gerado pode ser encontrado no “photos” (também em PNG, com 72 DPI e dimensões em pixels conforme a tela de seu device).

[Isso é muito bom para capturar um e-ticket de passagem aérea, por exemplo. Você pode mostrar a tela fotografada para leitura do código, sem precisar estar conectado à internet]

Sistema Mavericks: primeiras impressões

O novo sistema operacional dos computadores Apple (OS Mavericks versão 10.9) agora é gratuito. Nada mais justo, dado o valor pago em um Mac, além do software funcionar apenas nele. Isso indica também uma estratégia da Apple em trazer usuários de Iphone e Ipads que não possuem Mac a terem um.

Primeiramente, como estamos tratando de sistema operacional, faça um backup de todos seus arquivos, sobretudo de sua “Library” do Iphoto, pois após instalar o novo sistema, você terá que fazer um upgrade do IPhoto (também gratuito). Tenha certeza de seu computador estar ligado na tomada (caso de notebooks) ou se possível com nobreak, no caso de desktops, para evitar queda de energia na hora da instalação.

Reserve um dia que você tenha bastante tempo para atualizar o sistema, de preferência um final de semana. Não apenas para fazer o upgrade, mas também para se habituar com os novos recursos e instalar os demais upgrades necessários. Aconselho também a não fazer o upgrade se você estiver no meio de algum projeto, com prazos de entrega.

O sistema é gratuito e você pode baixá-lo na App Store on-line, como eu fiz. Eu trabalhava com o sistema 10.6, então ao baixar o nosso OS, eu pulei algumas versões. Seguem minhas primeiras impressões sobre este upgrade.

O download demorou bastante, cerca de 2 horas (claro, depende também da conexão, e no meu caso, minha internet estava com cerca de 2MB de velocidade). Após o download, você pode pedir para instalar o novo sistema.

A instalação demorou bastante também, cerca de 60 minutos. E quando a barra anuncia “…less than a minute”, é o minuto mais longo da história, esteja preparado.

Após a instalação, a primeira coisa que notei é que ele ajustou automaticamente a resolução do meu monitor para ter mais definição.

Outra coisa que ele mudou automaticamente foi uma opção do mouse, deixando-o com “scroll natural”. Particularmente, estou acostumado sem esta opção, onde arrastando para baixo, faz a tela ir para cima. Então eu a desmarquei.

Ele mudou também meu “dashboard”, deixando-o como space, em vez de ficar sobre minha área de trabalho. Para voltar ao normal, basta ir no “System Preferences”, “Mission Control” e desmarcar a opção “Show Dashboard as a Space”.

Após a instalação, assusta a primeira mensagem que aparece na tela: “Message Agent wants to use your confidential information stored in your keychain”. Uma consulta ao Macrumours (http://forums.macrumors.com/showthread.php?t=1191796) garante que é seguro. Refere-se a conversas por chat através do iMessage e Face Time.

Por causa do “indexing”, onde o sistema vasculha todo o seu HD para ajudá-lo posteriormente a buscas de arquivos (spotlight), o computador apresentou certa lentidão no início, até terminar de indexar. Percebi também lentidão toda vez que eu abria um software pela primeira vez no novo sistema. Depois a velocidade voltava ao normal.

No dock, percebi um sinal de “X” sobre o ícone do IPhoto. Ele não era compatível com o novo sistema. Você pode ir na App Store para fazer upgrade. Mas mesmo assim, o sistema lhe avisa a necessidade do upgrade. No App Store, havia 4 upgrades disponíveis.

 

O primeiro a ser concluído foi do IPhoto. Enquanto fazia upgrade dos demais, abri o Iphoto e ele reconheceu minha biblioteca (mas faça backup antes de instalar mesmo assim, pois li casos em que as pessoas perderam suas fotos). Mas o sistema apresentou uma falha: toda vez que eu clicava em um arquivo, seu desenho ficava preso ao mouse e eu não conseguia fazer mais nenhuma função até dar “Relaunch” no finder. Se isso acontecer com você, não se assuste. Após terminar os demais upgrades, o sistema faz um restart automático e tudo volta a funcionar normalmente. O ícono do Iphoto no dock continuava com um “X” mesmo após o upgrade, após o restart que mencionei, aparece o ícone mais novo.

[É muito importante que você faça os upgrades após instalar o sistema Mavericks,  tive relatos de pessoas que o programa de e-mail apresentou problemas, sendo resolvidos após o upgrade disponível no App Store]

Uma preocupação minha era quanto ao “Time Machine”. Eu uso muito essa função, já me salvou várias vezes com alterações indevidas ou quando um cliente voltava atrás e queria o layout feito no dia anteior. Uma das razões por eu não ter feito upgrade para o “Snow Leopard“ era justamente pelo “Time Machine” dar muito problema neste sistema. O primeiro backup do Time Machine no Mavericks foi muito demorado, ficou um bom tempo “preparing backup” e achei que iria dar erro. Mas foi apenas no primeiro backup, nos demais, de hora em hora, o backup foi feito normalmente e até o momento está funcionando perfeitamente.

A maior mudança, principalmente para mim que usava o sistema 10.6.8, foi com relação ao programa de e-mail. Ele tem mais funções, novo modo de mostrar as mensagens, semelhante ao Iphone, mas é bem rápido de se acostumar com ele. Agora, quando um PDF com mais de uma página é anexado, ele mostra um preview da primeira página.

A visualização rápida no finder para PDF (tecla “espaço” do teclado) também mudou, mostrando todas as páginas no canto direito da tela.

Uma grande novidade é o “Notification Center”. Ajuda bastante, exibindo conversas no Skype, calendário, e-mails novos, acaba dando agilidade para responder e usar várias coisas sem precisar sair da tela do seu trabalho.

As tags sofreram grandes mudanças também, estão disponíveis ao “salvar” um arquivo. Pessoalmente, eu gostava mais quando todo o texto do ícone era colorido, em vez de apenas uma marca na frente do texto. Mas isso mudou pois agora você pode colocar mais de uma tag para o mesmo arquivo. Como uso bastante as tags, ficou melhor procurar por trabalhos marcados como concluídos, ou aprovados, ou como você os tenha marcado.

Você pode conferir mais novidades do sistema neste link da Apple (https://help.apple.com/osx-mavericks/whats-new-from-snow-leopard).

Solução para Illustrator CC lento, e Dreamweaver CC sem “properties”

Comecei a usar o Adobe Creative Cloud. É fantástico ter todos os softwares da Adobe, que são muito bons, sem ter que escolher um pacote com menos softwares por causa do preço. É verdade que o valor da assinatura ainda é um pouco salgado, mas creio que a tendência seja diminuir, em virtude do grande número de associados (assim espero). As vantagens extras, como o Behance e uso de fontes adicionais, além de sempre ter os programas atualizados também são excelentes.

Bom também é o suporte Adobe. Recentemente tive um problema com meu Illustrator. Instalei o pacote CC e tudo funcionou sem problemas. Até que ficou disponível uma atualização na nuvem. Após esta atualização (para versão 17), o Illustrator apresentou alguns problemas. Trabalhando com Mac, o comando “Quit” não funcionava, sendo sempre necessário usar “Force Quit”. Outro problema foi um “delay” em todos os comandos que eu realizava. Por exemplo, ao mover um objeto, nada acontecia. Quando eu “deletava” este objeto, era realizado o comando anteiror e ele se movia.

Entrei na “Adobe Community” e relatei o meu problema (veja aqui). Rapidamente recebi uma resposta afirmando ser necessário instalar as fontes Verdana e Tahoma, e tudo isso se resolveria. A princípio achei estranho, pois tinha certeza que essas fontes estavam instaladas. Mesmo assim eu as instalei novamente. Para minha surpresa elas não apareceram como “duplicadas” no Font Book. E o problema foi solucionado.

Além disso, eu tinha outro problema com meu Dreamweaver. Quando um elemento era selecionado, nada aparecia no barra de “Properties”. Instalando as fontes, esse problema também foi resolvido.

Acentos no Ipad e Iphone

Muitos usuários de Ipads e Iphones têm problemas para usar acentos e cedilha, pois não há um layout de teclado “português” do Brasil no sistema.

Recentemente encontrei no site da Macworld como fazer acentos e cedilha. É tão simples que até senti vergonha de nunca ter tentado. Com o teclado acionado, basta pressionar e segurar a letra e logo aparece acima opções de uso desta letra, com acentos, e no caso do “C”, com “Ç”. Deslize o dedo para a opção desejada.